ARQUIVO

Alvará de D.Maria I, a Louca, sobre a manufatura no Brasil  

Mas afinal, porque enloqueceu D.Maria?

Lei de Terras de 1850

Manifesto Republicano
 


 
 
 
 

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 

 Documentos Históricos,
  Direto da Fonte

   O contexto da Independência do Brasil, há 177 anos atrás, envolvia diversas questões, além de um suposto "patriotismo nacional". Ao romper com as determinações de Lisboa, o príncipe regente, que tornou-se D.Pedro I, elaborou da seguinte maneira sua fala aos paulistas, quando de seu retorno à capital, no Rio de janeiro

    Honrados paulistanos:

     O amor que eu consagro ao Brasil em geral, e à vossa província em particular, por ser aquela que, perante mim e o mundo inteiro, fez conhecer primeiro que todo o sistema maquiavélico, desorganizador e faccioso das Cortes de Lisboa me obrigou a vir entre vós fazer consolidar a fraternal união e tranqüilidade, que vacilava e era ameaçada por desorganizadores que em breve conhecereis, fechada que seja a devassa a que mandei proceder. 
    Quando eu mais que contente estava junto de vós, chegam notícias que de Lisboa os traidores da nação, os infames deputados pretendem fazer atacar ao Brasil, e tirar-lhe do seu seio seu defensor. Cumpre-me como tal tomar todas as medidas, que minha imaginação me sugerir; e para que estas sejam tomadas com aquela madureza que em tais crises se requer, sou obrigado para servir ao meu ídolo, o Brasil, a separar-me de vós (o que muito sinto), indo para o Rio ouvir meus conselheiros, e providenciar sobre negócios de tão alta monta. Eu vos asseguro que coisa nenhuma me poderia ser mais sensível do que o golpe que minha alma sofre, separando-me de meus amigos paulistanos, a quem o Brasil e eu devemos os bens, que gozamos, e esperamos gozar de uma Constituição liberal e judiciosa. 
      Agora, paulistanos, só vos resta conservardes união entre vós, não só por ser esse o dever de todos os bons brasileiros, mas também porque a nossa pátria está ameaçada de sofrer uma guerra, que não só nos há de ser feita pelas tropas que de Portugal forem mandadas, mas igualmente pelos seus servis partidistas e vis emissários, que entre nós existem atraiçoando-nos. 
         Quando as autoridades vos não administrarem aquela justiça imparcial, que delas deve ser inseparável, representai-me, que eu providenciarei. A divisa do Brasil deve ser “Independência ou Morte!”. Sabei que, quando trato da causa pública, não tenho amigos e validos em ocasião alguma.
          Existi tranqüilos: acautelai-vos dos facciosos sectários das Cortes de Lisboa; e contai em toda a ocasião com o vosso defensor perpétuo. 

[Ass.] Príncipe regente

[Extraído de Paulo Bonavides & R. A. Amaral Vieira (orgs.), Textos políticos da história do Brasil. (Independência — Império — I). Fortaleza: Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará, s/d., pp. 55-6]
 
 

 




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30 de agosto  de 1999